Um dia sonhei em ser dentista. Eu queria arrancar dente. Saía correndo atrás do meu irmão para arrancar o dente de leite que estava quase caindo. Ele se trancava no banheiro para se esconder de mim.
Um dia sonhei em cursar administração. Queria seguir com o comércio que meu pai construiu com tanto suor e luta, com ajuda da minha mãe. Eu ia muito bem nas matérias de exatas. Até que mudei de cidade, conheci o que é redação, o que é escrever e o que é ter professor de verdade.
Um dia sonhei em escrever um livro. Comecei com a descrição da sala de estar de uma mulher chamada Sophia. Misteriosa, solitária e bem sucedida. Mas ainda não publiquei a história dela, tampouco terminei de escrevê-la.
Sonhos. Tão abstrato. Tão irreais. Mas o sonho é a gênese do sucesso, felicidade e realização. Eu sonho sim. Sonho e busco a conquista. Como já disse o romancista francês do século XIX, Victor Hugo, “Não há nada como um sonho para criar um futuro. Utopia hoje, carne e osso amanhã”.
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