quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Ela sempre o fez se lembrar da mãe.

Ela sempre o fez se lembrar da mãe.

Me perdoe?!

Não fala mais isso mãe. Ta bom?

Ta. Eu não falo mais. Nunca mais. Vamos só viver da melhor maneira possível.
Está me ouvindo, Thiago?
Viva sempre da melhor maneira possível.

Ele?
Ele não disse nada.
Apenas deu um sorriso em silencio e encostou a cabeça no ombro dela.

O desanimo bate forte quando ele se pega lembrando de cenas como essa.
É quando ele se da conta que sua vida é uma cena dessas.
Se da conta em como tem perdido o sono por nenhum motivo aparente.
Apenas por pensamentos vagantes...Ou uma “arpanet” das memórias ais quais ele sabe que não deve cutucar.
Mas quer saber uma coisa?
Uma coisa que não tem nada haver com essa porcaria de texto.
Ele pensou em quanta vezes foi covarde o bastante ao ponto de tentar se matar.
Quantas vezes o fez? 2? 3?
Mas é engraçado. Sabe por que?
Por que você não será lembrado se morrer agora.
Será sepultado e pranteado por uns poucos. O que mais poderia desejar?
Estaria no vértice da pirâmide do mundo. Afinal ou você ou é muito inteligente ou muito burro para encontrar Deus.
Vai chegar uma hora que verá diante de você uma longa estrada.
Uma estrada varrida por fortes ventos, abrasada pelo sol causticante, ou  coberta pela neve que nunca sentiu.
Ou ela é de terra batida ou é de concreto.
Ou está mergulhada em trevas. Ou é tão nítida e brilhante que ofusca você.
Mas seja ela como for, ela é sinistramente vazia.
Há filhos que perderam suas mães e há mães que perderam seus filhos.
Portanto...Vamos viver da melhor maneira possível.

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